Skatistas enfrentam dificuldades no esporte na zona leste

Natalia Almeida/CLN

 

Quem acha que pra ser skatista basta subir no carrinho e sair andando se engana, além de um esporte é um estilo de vida que precisa ser sustentado. No Itaim Paulista e São Miguel, bairros da zona leste de São Paulo, os atletas sofrem para se profissionalizar.

 

Com a notícia de que o skate será uma das modalidade dos jogos olímpicos na edição de Tókio, em 2020, o esporte terá mais visibilidade, porém, o que poucos sabem é que nem todos os atletas poderão participar, e o talento não é o único fator necessário. Para ter a chance de competir no evento, o skatista precisa ser profissional de categorias específicas.

 

Além de tempo e disposição, para aprender a prática desse esporte é necessário investimento de tempo e dinheiro, na busca por patrocínio de marcas relacionadas ao desporto. O morador do Itaim Paulista Luciano dos Santos "Charlie", 29, é estampador e skatista há 13 anos e revela porque ainda não se profissionalizou: "Pessoas que trabalham e andam de skate dificilmente viram profissionais sem ajuda de custo de uma marca, ou de uma loja, ou de um incentivo, muito difícil mesmo" revela.

 

Leonardo José "Bananal", tem 28 anos e é skatista amador na categoria Downhill Slide - onde a prática é realizada em uma ladeira. Ele reafirma a dificuldade em se manter sem apoio: "Tudo o atleta se vira, e por isso que a gente anda por amor mesmo, pra ver se consegue o patrocínio que é o sonho de todos" disse. 

 

Além disso, as lesões são constantes. Flávio Pires, 21, está lesionado e vai à Vila Matilde, também na zona leste da cidade, à procura da medicina oriental praticada pelo massoterapeuta José Roberto: “Procuro o Beto pelo valor que ele dá aos atletas. Isso é um grande diferencial nele: acreditar em sonhos, e eu tenho vários" revela.

 

Dentre os obstáculos, não somente nesse esporte, muitos atletas se envolvem com as drogas e o álcool. Arthur Chierri, 26, é skatista profissional e músico, e no começo da trajetória no skate se envolveu com vícios. Recentemente decidiu procurar ajuda e se reabilitar, o que lhe causou uma forte crise de desintoxicação e resultou em três dias de internação e delírio, mas não desistiu: "Acho que saúde se cultiva, nascemos com ela mas perdemos por nossas decisões, antes que seja tarde eu preferi parar" revelou.

 

Veja no vídeo quais são as outras dificuldades dos skatistas da região: 

 

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