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Possível prorrogação do Enem divide opiniões de estudantes da zona leste

Publicada em: 03-11-2016

 

Natalia Almeida/CLN

 

A notícia de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderá ser adiado pegou de surpresa os candidatos de todo o país que se preparam para realizar a prova nos dias 5 e 6 de novembro. Na zona leste de São Paulo, a possibilidade divide opiniões entre os estudantes.

 

A solicitação para o adiamento nacional, ocorreu depois de mais de 190 mil candidatos serem afetados pela prorrogação para os dias 3 e 4 de dezembro, por conta das ocupações escolares em equipamentos que receberiam a prova. 

 

A estudante Isabela Lima, 18, é moradora de Guaianases e sonha em estudar medicina. Para se preparar, a jovem se matriculou em um curso pré-vestibular e fez aulas online desde fevereiro deste ano e acredita que a prova deve acontecer no mesmo dia para todos: “Por uma parte é bom, porque todos vão fazer no mesmo tempo, então não vai existir desvantagem pra ninguém. O que mais atrapalha é a ansiedade” explica.

 

Weslei Nascimento, 24, é morador do Itaim Paulista e estuda há três meses em sites e canais educativos para ingressar no curso de gastronomia. Ele diz que falta organização para a realização do exame: “Eu acho que é meio desorganizado isso, porque as escolas já estavam ocupadas e eles deveriam [Ministério da Educação] ter tomado uma atitude antes."  

 

                                                                                                                                                     Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Jennyfer Ramos, 18, está se preparando há oito meses para as avaliações do Enem e da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), com base em provas anteriores. Ela acredita que a prorrogação é estratégica: “Eu acho que o adiamento é uma estratégia do Ministério da Educação para fazer com que as pessoas fiquem com ódio das ocupações. Eu acho que não vai favorecer as pessoas que tiverem mais tempo para estudar, porque vai ser uma prova diferente” explica.

 

Alguns estudantes realizarão a prova do Enem como um teste para avaliar seu próprio desempenho. Um deles é Rafael Sousa, 18, morador de São Miguel que irá participar do exame para conhecer o procedimento e depois disputar uma vaga na área química: "Vou usar a nota só pra ver como estão meus conhecimentos gerais e fazer o Enem só para ter uma base para fazer um vestibular mais pesado como a fuvest ou o da unicamp" revela.

 

Até o fechamento dessa matéria não houve confirmação sobre a mudança.

 


 

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