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A Rainha de Bateria da Tempestade

Publicada em: 01-02-2016

Daniele Amorim
Especial para a CLN

 

                                                                                                                                          Daniele Amorim/CLN

Flayra Fleck em seu traje de coroação

 

Raphaella Feitosa Bezerra tem 26 anos, dos quais desde os sete participa das atividades de carnaval. Sua história com a folia começou na Casa Verde, zona norte da cidade, em que, como menino, desfilou pela primeira vez na Escola de Samba Unidos do Peruche.

 

Seu compromisso com o carnaval da zona leste começou em 2000, na Leandro de Itaquera aos 11 anos, ela também já desempenhou o papel de mestre de sala e apoio de harmonia na mesma escola.

 

A personagem Flayra Fleck, apareceu em 2006 quando Raphaella começou a desfilar do jeito que sempre desejou: "Eu nunca tive chance de desfilar como gostaria, eu sempre achei lindo as rainhas de bateria e não sabia como chegar a ser como uma delas. Então, eu vi que já tinha travestis que já desfilavam no carnaval [...] eu comecei a me inspirar vendo elas e me transformei." Seu primeira desfile como Flayra aconteceu na Escola de Samba Leandro de Itaquera como destaque de chão.    

    

                                                                                                                      Daniele Amorim/CLN

 

Raphaella veio para o Itaim Paulista, zona leste da cidade, aos nove anos de idade e começou a acompanhar a Unidos de Santa Bárbara desde que a escola era bloco, sempre como destaque de chão ou em um algum carro. Em agosto do ano passado, Flayra foi coroada rainha de bateria: "Estava muito ruim por questões pessoais e não estava animada para o carnaval [...] mas foi um sonho de criança realizado, é muito difícil de explicar. A ficha ainda não caiu"

 

 

Com a coroação, Flayra tornou-se a segunda transformista a frente de uma bateria de uma escola, a primeira foi Vera Verão como madrinha da São Lucas em 2002. "Ela me passou um legado fortíssimo. É um grande reconhecimento, hoje eu não só carrego as transformistas e sim, os gays, lésbicas, as transexuais [...] posso realizar o sonho de muitas delas"

 

O apoio da Unidos de Santa Bárbara a Flayra é nítido, no perfil do Facebook da escola, ela é sempre lembrada como uma representação da comunidade LGBT: "Eu sou apaixonada pelo Santa Bárbara, mesmo se eles não tivessem me dado a coroa de rainha, só pelo tratamento comigo e de todas as pessoas, eu desfilaria de destaque de chão ou qualquer outro lugar na escola. É uma honra, um reconhecimento, é um privilégio. Eu me sinto muito feliz, honrada e agradecida. Só tenho que agradecer toda a diretoria. Acho que represento todos muito bem" finaliza Raphaella

 

Jornalista Responsável: Vander Ramos


 

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