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Como o câncer de mama atingiu minha família

Publicada em: 05-10-2016

Natalia Almeida/CLN

 

                                                                                                                                                            Arte/CLN

 

Em uma noite comum de 2014, quando minha mãe deu a notícia: minha irmã mais velha estava com câncer de mama.

 

Fiquei tentando digerir aquilo, minha irmã de apenas 30 anos estava com câncer. Poucos anos antes, nosso avô materno faleceu em virtude de um câncer que atingiu seus órgãos vitais, então... Será uma doença hereditária? A ficha não caía.

 

Paloma Rodrigues, aparentemente saudável e mãe de duas crianças lindas, viu seus sonhos desabando quando recebeu o diagnóstico em um exame de rotina. Ela trabalhava em um grupo de medicina o que se tornou crucial para sua recuperação, porque lá encontrou o apoio e tratamento necessários.

 

Logo a notícia se espalhou pela família, assim como a preocupação. A cada dia minha irmã parecia mais abatida, tinha vergonha daquilo, e começou a apresentar sintomas de depressão. Até que foi informada que deveria retirar a mama.

 

O desespero que tanto evitávamos chegou. Pense você, mulher, ter que abrir mão do seu corpo. Claro que ela poderia colocar um silicone depois, aliás, é o desejo de muitas mulheres, mas não em decorrência de um câncer. Ela ficou arrasada.

 

Víamos Paloma cada vez menos, tentávamos manter a proximidade cada vez mais, até que ficamos sem contato por cerca de cinco dias, que é muito nesse caso, então meu irmão e um primo foram até seu apartamento e precisaram pular a sacada para entrar. Quando a encontraram ela estava deitada, sem vontade de comer, de sair ou de viver.

 

Foi o maior choque. Os remédios eram fortes e mexiam com seu psicológico, as crianças estavam com a avó, o tratamento não era fácil. Até que, depois de um longo e complicado processo, em julho deste ano foi constatado: ela estava curada. Não foi necessário retirar a mama, um grande alívio, um verdadeiro milagre, e hoje ela é uma mulher independente e vive bem.

 

O câncer é uma doença destrutiva, afeta quem adquiri e as pessoas ao seu redor. O diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação, ainda mais quando você não tem a mesma sorte que a Paloma, de trabalhar num lugar especializado, então não hesite: na dúvida, procure um médico.

 


 

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