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No extremo leste, SPTrans elimina linhas de ônibus e moradores mudam percursos.

Publicada em: 03-01-2018

Por Eduardo Silva
Agencia Mural - 32xSP

 

A longa espera pelo ônibus é algo comum na vida da estudante Larissa Silva, 18, que mora em São Miguel Paulista, na zona leste da capital paulista. O problema é quando os atrasos, a demora excessiva ou a irregularidade no intervalo dos coletivos fazem a jovem se atrasar para seus compromissos. Para evitar estresse, muitas vezes, Larissa opta por ir a pé até a Avenida Marechal Tito – a principal do bairro – onde tem mais opções de lotações.

 

Antes eu tinha duas opções de ônibus para ir até o centro do bairro ou da cidade, então embarcava no primeiro que passasse. Agora só há uma opção de linha para usar, e, por causa da demora, já cheguei a ficar 25 minutos esperando”, comenta.

 

O exemplo de Larissa se tornou comum para muitos usuários de ônibus da capital. No primeiro semestre de 2017, a SPTrans recebeu mais de 18 mil reclamações relacionadas ao sistema – um número 22% menor do que o mesmo período no ano anterior, mas, ainda assim, alto. A principal queixa, com quase 5.000 mensagens, é a demora no intervalo entre os coletivos.

 

                                                                                                                                                           Vander Ramos/CLN

Av Marechal Tito foi transformada em "HUB" da mobilidade urbana

 

 

Além disso, de acordo com a pesquisa de Mobilidade Urbana 2017, realizada pela Rede Nossa São Paulo, Ibope e Cidade dos Sonhos, o nível de satisfação dos moradores de São Paulo em 2017 em relação ao transporte público caiu bastante em relação ao ano anterior — 3,8 em 2017, ante 5,1 em 2016 (considerando uma escala entre 1 e 10, no qual 1 significa totalmente insatisfeito e 10 totalmente satisfeito).

 

Na zona leste, especificamente, passageiros dizem que após o corte de quatro linhas (confira quadro abaixo) que atendiam os bairros de São Miguel Paulista e Itaim Paulista, em agosto do ano passado, a espera pelos ônibus das linhas restantes aumentou muito – e as reclamações também.

 

Eu quase sempre me atrasava para o trabalho, até que desisti de pegar ônibus e comecei a ir a pé até à estação Jd. Helena / Vila Mara da CPTM. Se o ônibus passar enquanto estou descendo a rua, eu pego, mas geralmente tem sido mais fácil ir andando mesmo”, afirma o analista fiscal Daniel Correia, 24.

 

Uma alternativa para driblar a espera é ter o controle do horário em que os ônibus passam por meio de aplicativos de celular que mapeiam o transporte público com base em sua localização GPS atual.

 

É o que o funcionário público Bruno Delfran, 27, tem feito. “Eu só saio de casa quando o aplicativo mostra que o ônibus está próximo, assim eu passo o menor tempo possível na rua esperando”, diz.

 

Questionada a respeito, a SPTrans afirma que  “as alterações operacionais realizadas ao longo do ano de 2017 têm como objetivo tornar o sistema municipal de transporte coletivo mais eficiente e dar fluidez aos ônibus, diminuindo a sobreposição de linhas e possibilitando diminuir o intervalo entre veículos”.

 

Fonte: 32xSP

 


 

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