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Comida sem veneno já é realidade na Zona Leste

Publicada em: 22-02-2017


por Priscila Pacheco/Agencia Mural - 32xSP/Colaboração
 

                                                                                                             Quebrada Sustentável/Divulgação

Horta Comunitária na sede do Viveiro Escola União de Vila Nova onde fica o projeto Quebrada Sustentável
 

“Todo mundo merece comer alimento sem veneno. Só porque está na zona leste, periferia, tem que comer o que é posto?”, diz o permacultor Marcus Vinicius de Moraes, 32, quando o assunto é o consumo de produtos cultivados sem agrotóxico nas periferias de São Paulo. Morador do Itaim Paulista, Moraes faz parte do Quebrada Sustentável, projeto ambiental socioeducativo, e realiza atividades que propagam a segurança alimentar, direito ao acesso permanente a alimentos de qualidade.

 

A sede do Quebrada Sustentável, em União de Vila Nova, distrito Vila Jacuí, Zona leste paulistana, abriga uma das hortas que integra a Associação dos Agricultores da Zona Leste e vende vegetais a um preço acessível para a população local. “A gente está mostrando que é possível produzir alimento no mesmo preço que o tradicional que é vendido no mercado, mas com qualidade, sem veneno”, completa.

 

A fama de caro propagado pelas redes de supermercados pode ser um dos empecilhos que afastam a população do consumo de orgânicos.

 

Na zona leste, os agricultores começaram a criar grupos de consumo responsável para a entrega de cestas. Outra atividade recente é a comercialização para fora da região. Os agricultores  começaram produzindo para o público local, seja na feira ou direto na própria horta. “Muitas pessoas vão à horta todos os dias. A gente tem até uma agricultora que fala que a horta é a geladeira das pessoas. A maior parte da nossa produção a gente vende lá”, comenta Andreia Lopes, 35, bióloga e responsável pela área de logística e comercialização da Associação de Agricultores da Zona Leste.

 

                                                                                                                                32XSP.org.br/Divulgação
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A enfermeira Aline Silva, 35, por exemplo, vive em Itaquera e vai até São Mateus comprar direto de uma horta da Associação desde o início de 2016. Ela também frequenta uma feira em São Miguel Paulista e resolveu consumir orgânicos por causa da saúde. “Por não ter os agrotóxicos, por ser mais natural, mais saudável, mais fresco”, explica.

 

As cestas com sete itens custam em média 30 reais na cidade. Já nas feiras da zona leste é possível encontrar hortaliças por dois e três reais cada maço.

 

As hortas, na zona leste, ocupam terrenos ociosos de empresas, como a Eletropaulo e a Sabesp. Para Adriana Vieira, 33, responsável pela organização de eventos da Associação, o apoio delas aos agricultores é um desejo.

 

 

 

 

Avaliação dos paulistanos

A pesquisa IRBEM 2016 (Indicadores de Bem Estar no Município), realizada pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope, aponta que a nota dos habitantes de São Paulo na satisfação geral de qualidade de vida no tópico “cuidados que tem com a sua alimentação” foi 5,8 em 2015. Maior que em 2014, que apontou 5,7. Porém, menor que nos anos 2013 e 2009, que registraram respectivamente, notas 6,3 e 6,4 de satisfação.

 

 

Mais Informações:

Ponto de Cultura Socioambiental Quebrada Sustentável : https://www.facebook.com/quebradasustentavel/

Associação dos Agricultores da Zona Leste: http://agricultoreszonaleste.org.br/

 

Publicado originalmente 32xsp.org.br

 

 

 

 

 

 


 

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