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São Miguel Paulista precisa de mais 20 postos de saúde, mas pode ganhar apenas 3

Publicada em: 13-07-2017

Por Rafael Carneiro/Colaboração CLN
Agência Mural/ 32xSP

 

                                                                                                                                          Vander Ramos/arquivo-CLN

UBS Jardim Romano aguarda, desde dez/2016,  equipamentos e recursos humanos para atender a ´população

 

 

Na última segunda-feira (10), o prefeito João Doria (PSDB) divulgou a versão final do Programa de Metas da sua gestão. Após a realização de 38 audiências públicas em abril, 5 metas, 5 projetos e 62 ações foram adicionadas ou alteradas. Entre aquelas alteradas está a que se refere à construção de 14 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), sendo três delas na Prefeitura Regional de São Miguel Paulista. A quantia está longe de suprir ou diminuir a necessidade da região.

 

Segundo os dados mais recentes do Observatório Cidadão, em 2015, São Miguel tinha 16 UBSs para uma população de 358.222 habitantes. O Programa Cidades Sustentáveis, adequado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, elaborados pelas Nações Unidas, prevê que os governos garantam no mínimo uma UBS com Programa Saúde da Família para cada 10 mil habitantes. No caso de São Miguel Paulista, seria necessária a construção de pouco mais de 20 unidades se considerarmos a tendência de crescimento populacional dos últimos anos.

 

Além de São Miguel, outras regionais da zona leste poderão ser contempladas com novas UBSs nessa gestão: Penha (2), Cidade Tiradentes (1), Itaim Paulista (1), Sapopemba (1) e Vila Prudente (1). Butantã, na zona oeste, Jaçanã/ Tremembé e Pirituba, na zona norte, e Sé, no centro, completam as 14 unidades prometidas por Doria.

 

Para o pesquisador da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio, essa quantia é muito tímida. “Se pensarmos que serão 14 UBSs em quatro anos, isso dá um pouco menos de 4 unidades por ano, o que não corresponde nem a 1% do total de UBSs que já temos na cidade, que é de pouco mais de 450. Então, a ampliação de investimento nessa área será por volta de 0,6% ao ano. É muito pouco”, avalia.

 

Durante o governo Fernando Haddad (PT), entre 2013 e 2016, o ex-prefeito prometeu 43 Unidades Básicas de Saúde. Ao final de sua gestão, 12 foram concluídas e 15 estavam em obra.

 

Questionada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Gestão do governo Doria afirmou em nota que as UBSs citadas na nova versão do Programa de Metas se referem às obras já iniciadas na gestão passada, por isso a redação da linha de ação estabelece a entrega de UBSs. “Isso reflete um compromisso da gestão com a continuidade das obras, otimizando recursos. Foi considerado o planejamento já construído na gestão passada e aprimorado, levando em consideração os estudos realizados pela Secretaria de Saúde neste ano. Além da entrega de 14 UBSs, o Projeto Amplia Saúde prevê ainda a reforma e/ou readequação de 150 UBSs, que correspondem a 1/3 do total”.

 

 

Fonte: 32xSP

 

 

 

 


 

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