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Morre Aurelino de Andrade, aos 94 anos, ex-vereador de São Paulo

Publicada em: 23-09-2017

Vander Ramos/CLN

 

                                                                                                                                    Vander Ramos/CLN

Aurelino de Andrade foi vereador de São Paulo por nove mandatos consecutivos 

 

O ex-vereador de São Paulo, Aurelino de Andrade, morreu na madrugada de hoje, dia 23, aos 94 anos de idade. A morte foi causada por choque séptico de foco pulmonar. Ele faleceu no Hospital Day em Ermelino Matarazzo, zona leste da cidade. Dias antes, Aurelino sofreu um acidente ao quebrar o fêmur e passou por uma cirurgia. O velório aconteceu na manhã deste sábado no Templo da Maçonaria de São Miguel Paulista e o enterro ocorreu às 16 horas no Cemitério da Saudade.

 

Aurelino de Andrade participou da história de desenvolvimento de São Miguel Paulista. Apesar de não nascer no bairro, ele chegu no bairro em 1939 aos 17 anos da idade, como tantos outros nordestinos que construíram a identidade da região, ele migrou da cidade baiana de Guanambi para trabalhar na Nitroquímica.

 

Motivado pelas obras do escritor de sua terra natal, Jorge Amado, que falava sobre os problemas sociais das Bahia, Aurelino decidiu se tornar político e se candidatou à vereador de São Paulo. Tornou-se vereador da cidade em 1 de janeiro de 1956 ao ser eleito com 3309 votos e permaneceu no cargo por 36 anos ao conseguir se reeleger sucessivamente por nove mandatos na Câmara Municipal.

 

No legislativo, mudou o nome da praça Campos Sales para homenagear o padre Aleixo Monteiro Mafra no ponto mais conhecido do centro comercial de São Miguel Paulista, trouxe os primeiros ônibus para a região do extremo leste e lutou pela construção do Cemitério da Saudade que hoje recebereu o corpo daquele que foi responsável por sua criação. Sua representação de São Miguel na Câmara Municipal era tão reconhecida pela população que os moradores faziam fila na frente de sua casa - que funcionava como seu gabinete político informal - para reivindicar melhorias ao bairro.

 

Ele saiu da vida pública em dezembro em 2000. Em 2015, sua esposa Rosita Macedo de Andrade, falecida em 2010, foi homenageada ao ter o nome colocado no antigo viaduto da China, que liga as avenidas professor Alípio de Barros à avenida Marechal Tito. Ele deixa o filho Aurélio, os netos Aurelinho, Renata e Augustus de Andrade e os bisnetos Pedro, Elzo, Davi e Romeo.

 

Em entrevista exclusiva cedida aos repórteres da CLN, Renata Asp e Vander Ramos, em janeiro de 2014, Aurelino de Andrade revelou parte de sua história.para o quadro "CLN Memória":

 

 


 

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