www.centrallestenoticias.com.br
www.saomiguelpaulista.com.br
www.itaimpaulista.com.br

Jovens do extremo leste visitam Berlim

Publicada em: 21-10-2016

 

da Redação
Correção ortográfica 21/10 14h50

 

                                                                                                                                        ANCSP/Divulgação

14 jovens da periferia do extremo leste de São Paulo e da região metropolitana participaram do intercâmbio 

 

O muro de Berlim caiu em 1989 e as duas Alemanhas uniram-se novamente após 28 anos de divisão. As ruínas do que restou na União Soviética tornaram-se um ponto de visitação de turistas de diversas partes do mundo - incluindo o grupo de artistas da zona leste de São Paulo que visitaram o local em setembro deste ano.

 

Por intermédio da Associação Nau Ciranda Siparendes, do Jardim Bartira, extremo leste de São Paulo com a associação Gangway, que reside na cidade alemã, cerca de 13 jovens de regiões periféricas da cidade de São Paulo e da região metropolitana do estado viajaram para a Berlim com o programa "Cultura Sem Paredes" - entre os dias 12 a 23 de setembro, a fim de promover uma experiência diferenciada em contato com outra cultura. 

 

Os jovens da zona leste que viajaram por meio do intercâmbio foram o MC e grafiteiro RV Fernando, a videomaker Carol Puppo, o grafiteiro Eduardo Xyrox, os jornalistas Julio Maya e Katia Ale Maya responsáveis pela Nau Ciranda, além da representante da Cozinha Afro Brasileira Amada Rosa Bruna Oliveira.

 

Leia o relato do grafiteiro do Itaim Paulista, Eduardo Xyrox, 34:

 

"Quando cheguei em Berlim, o pessoal do projeto Gangway nos receberam em um hostel bem bacana próximo de uma estação. No primeiro dia já conhecemos o muro de Berlim, foi bem legal. Nos outros dias em diante, a gente começou a programar de ir grafitar.

 

Tínhamos uma programação com o coletivo que tava com a gente. Programaram umas oficinas de grafite nas escolas públicas. Cada dia tinha uma atividade diferente, um dia a gente ia nos muros grafitar, fazer murais, outros dias algumas oficinas com as crianças de escolas públicas.

 

Fizemos oficinas em outro espaço chamado praia de Berlim. O espaço é bem bacana, tem uma diversidade de pessoas e encontrei muitos brasileiros. Tanto que eu fiz três trabalhos e fui tratado super bem, a galera recepcionou maravilhosamente bem e a comida é super apimentada.

 

Como é outra cultura, eles agem de outra forma mas o hip-hop a cena é muito forte, eu gostei muito. Todos os espaços que eu consegui frequentar foram excepcionais, a galera é super dez e não vi um índice de violência. Os trens vazios em horário de pico, a galera curte a bicicleta lá, eles não são muito de transporte público.

 

Uma das coisas que me chamou mais atenção foram os rios revitalizados, não são tão propriamente para nadar mas tem quem nada, tem barco, tem embarção.

 

A cultura do grafite é totalmente diferente, lógico que lá você consegue pintar e também a durabilidade do trabalho é pouca. Tem trabalho que eu fiz e ficou dois dias, porque como não tem muro, a gente pinta no mesmo espaço. Lá não tem problema da galera pintar em cima do trabalho do outro, isso já é cultura comum.

 

O grafite em si lá é a obra mais artística, tem muito grafite "bombing" que são letras mais voltadas mais pro lado vandalismo. Eles pintam trem, ônibus, metrô, eles tem uma cultura muito louca de grafite vandalismo e o governo caí em cima dos artistas por essa questão.

 

A galera pinta em cima porque não é dessa linha do vandalismo - na linha do bombing. Então nesses lugares o trabalho não duram, porque o artista pinta em cima do outro, e isto é totalmente comum por lá. Foi uma coisa que chamava a atenção, pois já acompanhava daqui.

 

Foi uma experiência maravilhosa, pretendo voltar outras vezes mas não só pra conhecer outros países. A gente corre para isso, para conhecer outros espaços, outras coisas, outras pessoas."

 

                                                                                                                                                            ANCSP/Divulgação

Xyrox pintou também muros na cidade 

 


 

Outras Matérias

Comente essa notícia

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

 

Draw My Life: Itaim Paulista
405 anos de história

São Paulo (SP)

Copyright © 1998-2016 CLN-Central Leste Notícias. Todos os direitos reservados.

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da CLN